Quase todos nós já tivemos uma intoxicação alimentar, pelo menos uma vez na vida. Segundo a Organização Mundial da Saúde, anualmente, uma em cada três pessoas residentes em países industrializados sofre de intoxicações alimentares.1

Os sintomas associados a esta patologia podem surgir minutos, horas ou dias depois do consumo do produto estragado ou contaminado. Apesar de ser desconfortável, geralmente não é uma situação grave e, normalmente, passa de três a sete dias.

Perceba como evitar este problema de saúde que dificilmente pode ser fatal.

O que é uma intoxicação alimentar

Geralmente, a intoxicação alimentar é provocada pela ingestão de alimentos ou bebidas previamente contaminados por toxinas produzidas por bactérias, vírus, fungos ou parasitas.

A contaminação dos produtos com estes microorganismos pode acontecer durante a fase de cultivo, colheita, processamento, armazenamento, transporte ou confeção do alimento.

comer ovos crus

No verão, as intoxicações alimentares são mais comuns, devido às temperaturas mais elevadas que contribuem para a multiplicação dos microorganismos nos alimentos.

Assim, se há uma estação do ano mais favorável a estas situações, também existem alimentos mais propícios à contaminação por estes microorganismos, como é o caso de:

  • Ovos crus;
  • Marisco cru;
  • Carne crua;
  • Carne de aves;
  • Peixe;
  • Leite não pasteurizado;
  • Alimentos “prontos a comer”;
  • Laticínios ou alimentos com maionese que não estejam bem armazenados e refrigerados.

Principais sintomas

São vários os sintomas que podem ser associados a uma intoxicação alimentar. De uma forma geral, os doentes costumam sentir um desconforto e um mal-estar geral, que pode surgir minutos, horas ou dias após a ingestão dos alimentos contaminados.

jovem sentada no sofá com dores de barriga

Os sintomas dependem do tipo de intoxicação, mas habitualmente passam por náuseas, vómitos e diarreia. Além disso, podem também verificar-se:

  • Dores abdominais, de cabeça e/ou musculares;
  • Febre;
  • Arrepios;
  • Desconforto intestinal;
  • Desidratação grave;
  • Alterações da consciência;
  • Fraqueza e prostração.

Sinais de alarme, que implicam que a pessoa contaminada seja avaliada por um médico com urgência

  • Fezes com sangue;
  • Febre persistentemente alta;
  • Duração da diarreia mais de três dias;
  • Vómitos frequentes;
  • Sinais de desidratação.

As principais complicações de intoxicação são desidratação severa ou infecção mais grave. Em alguns casos, pode evoluir para insuficiência renal.

Tratamento

médica a falar com paciente grávidaPara resolver o problemada intoxicação alimentar deve, antes de mais, ser sujeito a um diagnóstico, que deve considerar a sua história clínica e depois ser-lhe feito um exame médico.

A avaliação e o acompanhamento por um profissional de saúde é particularmente importante no caso das grávidas, idosos, pessoas portadoras de patologias crónicas e sistema imunológico debilitado e também em bebés/crianças.

Em alguns casos, pode ser recomendado fazer uma análise ao sangue, urina, fezes ou vómito. Em função das queixas manifestadas pelo doente, pode ainda ser aconselhável realizar uma TAC ou radiografia abdominal. Isto em caso de suspeita de outra patologia, que não a intoxicação alimentar, ou para exclusão de alguma gravidade maior.

A terapêutica de tratamento pode passar pela reposição intravenosa (administração de soro) e pela toma de antibióticos (dependendo se a intoxicação foi causada por bactérias), e de outros medicamentos que ajudem a controlar os principais sintomas da doença.

Enquanto não recuperar, é importante adotar alguns comportamentos, tais como:

  • Manter-se hidratado, bebendo frequentemente pequenas quantidades de água, caldos ou uma solução eletrolítica;
  • Evitar comer ou beber qualquer coisa durante algumas horas, e principalmente logo após vomitar ou enquanto sentir o estômago irritado e inflamado;
  • Preferir alimentos leves e não gordurosos que devem ser ingeridos em pequenas porções;
  • Descansar;
  • Não consumir laticínios, cafeína, álcool, bebidas com gás e alimentos condimentados e gordurosos.

Cuidados a ter para evitar uma intoxicação alimentar

lavar legumes em água corrente

Há algumas medidas que podem ser adotadas de modo a prevenir as intoxicações alimentares. Aqui ficam algumas delas: 2

  • Manter as superfícies e os utensílios com que manipula os alimentos devidamente limpos;
  • Separar os alimentos crus dos cozinhados;
  • Cozinhar bem os alimentos, sobretudo os ovos e as carnes de aves;
  • Respeitar as temperaturas de conservação exigidas por cada alimento;
  • Usar água e produtos alimentares de origem conhecida e segura;
  • Lavar regularmente as mãos, principalmente antes e depois de cozinhar;
  • Não espirrar ou tossir para os alimentos;
  • Não comer ou fumar enquanto cozinha;
  • Lavar muito bem os alimentos, sobretudo aqueles que são consumidos crus, como as frutas e os vegetais;
  • Não usar para os alimentos crus os mesmos utensílios que utiliza com os cozinhados;
  • Não guardar por muito tempo os alimentos depois de confecionados;
  • Conservar as sobras dos alimentos no frigorífico ou no congelador;
  • Não reaquecer a comida mais de uma vez;
  • Cozinhar com água potável;
  • Seguir as instruções de armazenamento recomendadas na embalagem de cada alimento;
  • Não lavar a carne crua;
  • Preferir alimentos frescos e de confiança.

Precauções na praia

Como as intoxicações alimentares são mais comuns no verão, há cuidados especiais a ter com os alimentos, nomeadamente nas idas à praia.

Tome nota de algumas dessas medidas: 3

  • Manter os alimentos à sombra, afastados da exposição solar direta;
  • Selecionar alimentos mais resistentes ao calor, como pão, conservas, frutos oleaginosos, frutas e hortícolas;
  • Usar uma geleira ou mala térmica com placas frias para conservar alimentos perecíveis, como iogurtes, queijo, melancia, melão, meloa, pêssego, cerejas, entre outros;
  • Lavar previamente as mãos e os utensílios, antes de os usar;
  • Siga as nossas recomendações e usufrua do calor e das férias de verão, sem intoxicações alimentares que prejudiquem a sua saúde e o seu bem-estar.

Em caso de doença, procure ajuda médica para receber o tratamento adequado e recuperar o mais depressa possível.

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+ Fontes

  1. Direção-Geral da Saúde. Intoxicações alimentares: como prevenir. Disponível em: https://www.dgs.pt/delegado-de-saude-regional-do-centro/conhecer-saude/intoxicacoes-alimentares.aspx
  2. Nutrimento. Evitar intoxicações alimentares nos dias festivos. Disponível em: https://nutrimento.pt/noticias/evitar-intoxicacoes-alimentares-nos-dias-festivos/
  3. Nutrimento. Como ter uma alimentação segura e saudável em plena praia? Disponível em: https://nutrimento.pt/noticias/praia-saudavel-praia-segura/
Unilabs Autor Unilabs

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