Gripes e constipações são doenças agudas, isto é, de início súbito, provocadas por vírus que afetam, sobretudo, o sistema respiratório. Têm um início muito parecido, e acabam por se diferenciar pela intensidade dos sintomas.

Qual a diferença entre gripes e constipações?

Apesar de se assemelharem de maneira geral, seja pela forma de contágio, seja pelo tratamento, as gripes e constipações, são doenças distintas.
São causadas por vírus diferentes, mas que partilham vários sintomas em comum, motivo pelo qual muitas pessoas acham que se tratam da mesma doença.
As constipações atingem vias aéreas superiores, sobretudo nariz e garganta. Já a gripe afeta nariz e garganta, mas também pode afetar os pulmões.
Para distinguir gripes e constipações, seguem as suas principais características:

Gripe Constipação
Febre alta Febre baixa/ sem febre
Dores  musculares fortes Dores musculares leves
Dores  de cabeça intensas Espirros frequentes
Tosse seca intensa Irritação ocular frequente
Arrepios frequentes Rinorreia serosa
Dores articulares Obstrução nasal
Família do vírus Influenza Rinovírus na maioria dos casos, mas também pode ser causado por Adenovirus, Vírus sincicial respiratório, Coronavirus, Parainfluenza, entre outros.
Pode evoluir para Otite média e pneumonia Pode evoluir para Otite média e sinusite

Por isso, na ausência de um diagnóstico específico, é habitual a designação de síndrome gripal para caracterizar aquele conjunto de sintomas e sinais.

Por regra, no plano clínico, a gripe e a constipação têm uma evolução favorável para a cura em poucos dias, habitualmente em menos de uma semana. É esta marca de benignidade que acaba por ter um efeito altamente danoso, pois o doente não toma os devidos cuidados, e pode agravar a doença1.

 

Prevenir gripes e constipações

15 Formas de se precaver da gripe e constipação:

A gripe e a constipação podem ser contraídas a qualquer altura do ano, sendo mais prevalentes no inverno, pelas características dos vírus que as causam e pelo facto das pessoas estarem em lugares fechados por mais tempo, para se protegerem do frio. Algumas ações podem ajudar a minimizar os riscos de contrair tais doenças, tais como:

1. Uma frequente higienização das mãos

As mãos devem ser lavadas antes de comer e após uma ida à casa de banho. No caso das gripes e constipações, este simples ato pode diminuir e muito o número de doentes.

Recorde-se que os vírus precisam de um meio para se locomover e as mãos são o meio ideal.

 2. Uma boa higiene nasal

Os lenços de papel devem ser descartados a cada uso, para diminuir o risco de contaminação. Pelo mesmo motivo, não se deve utilizar lenços de tecido.

No caso de estar constipado ou com gripe, não se esqueça de cobrir o nariz e a boca quando espirrar ou tossir.

 3. Uma limpeza nasal diária, com soluções específicas

Evite tocar com as mãos no nariz, se tiver comichão ou secreções. Este simples gesto pode aumentar o risco de contaminação e lesões. Ao manter o nariz limpo e hidratado, diminui o risco de contrair gripe ou constipação.

 4. Evitar tocar nas mucosas de olhos, nariz e boca

Os vírus precisam de uma porta de entrada para o nosso organismo, razão pela qual o princípio de não tocar nas mucosas é o mesmo das mãos limpas, manter os vírus longe.

 5. Não partilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas

Objetos de uso pessoal não devem ser compartilhados, pois são meios para que vírus e bactérias sejam compartilhados.

 6. Não fumar e evitar espaços com fumo

Os fumadores têm, por norma, alterações pulmonares, causadas pelas drogas nocivas presentes no cigarro.

Ao serem expostos aos vírus da gripe, tem mais chances de que a doença se agrave.

 7. Arejar espaços fechados, em casa ou no trabalho

Com o frio acabamos por manter os ambientes mais fechados, o que acaba por facilitar a retenção de vírus, fungos e bactérias. No entanto, tenha cuidado com as correntes de ar.

Constipações arejar divisões

 8. Evitar contacto próximo com pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe/ constipação

O vírus é, por norma, transmitido pela saliva, pelos espirros e pelas mãos. Quando mais próximo de pessoas infetadas, mais probabilidades tem de apanhar o vírus.

 9. Evitar sair de casa em período de transmissão da doença e evitar aglomerações e ambientes fechados

Quanto mais pessoas juntas, mais fácil a transmissão e consequente doença.

 10. Evitar ambientes frios

O vírus da gripe e alguns vírus da constipação reproduzem-se e propagam-se mais facilmente no frio. Por isso, há um aumento do número destas doenças no inverno. Quanto mais exposto ao frio, mais chances tem de apanhar o vírus.

 11. Adotar hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada e ingestão de líquidos

Hábitos saudáveis melhoram as defesas do organismo e garantem uma maior proteção contra agentes nocivos. A hidratação adequada mantém as secreções mais fluidas e, por norma, dificulta a fixação dos vírus.

 12. Evitar ir para o local de trabalho assim que aparecerem os sintomas

Como a doença é de transmissão fácil, convém resguardar-se, até para evitar que o número de doentes aumente.

 13. Evitar sair de casa em período de transmissão da doença até 7 dias após o início dos sintomas

Voltamos a sublinhar que deve evitar sair de casa. Por um lado, impede a disseminação do vírus e, por outro, protege-se contra o agravamento dos sintomas.

14. Praticar exercício físico

Qualidade de vida e hábitos saudáveis garantem uma melhor defesa do organismo.

15. Evitar níveis elevados de stress

Bons hábitos garantem maior imunidade e menor risco de contrair doenças.

Perigos das gripes e constipações

A constipação e os seus perigos

Embora de características benignas, a constipação tem uma enorme importância sociológica: o modo de transmissão resulta em elevados custos para os doentes e sistemas de saúde e, muitas vezes, absentismo laboral.

O ser humano adulto tem, em média, 3 episódios de constipação por ano.

A doença tem uma variação sazonal nítida: o Rhinovirus, agente causal quase exclusivo, tem fraca resistência ao calor sobrevivendo mais facilmente em ambiente frio e húmido.

O Inverno é, por isso, a estação do ano de maior incidência. Porém, outros agente virais podem estar implicados: Coronavirus, Adenovirus, Vírus Respiratório Sincicial e outros.
O contágio faz-se sobretudo pelas mãos, em contacto directo com um portador, sendo menos frequente a transmissão pela tosse, pelo espirro ou pela fala.

Em doentes com deficiência imunitária ou terreno favorável (alergia, tabagismo) a doença pode prolongar-se e complicar-se mais facilmente.

A doença pode repetir-se várias vezes no mesmo ano, ou todos os anos: a existência de grande número de vírus resulta numa grande susceptibilidade à infeção durante toda a vida. Recorde-se que não existe vacina para a constipação.

Alívio de sintomas na constipação

Os descongestionantes nasais em administração oral ou aplicação tópica (gotas nasais) provocam melhoria da rinorreia, obstrução nasal a curto prazo (3 a 10 horas) na constipação.

Deve, no entanto, considerar-se o risco de efeitos secundários destes fármacos quando usados de forma prolongada (elevação da pressão arterial, rinite medicamentosa ou vasomotora), sobretudo tendo em conta que não existe evidência que a suporte.

Os antihistamínicos provocam pequena melhoria da rinorreia e esternutação a médio prazo (2 dias) na constipação2.

Gripe sazonal de inverno

Em Portugal, à semelhança do que sucede no Hemisfério Norte, a atividade gripal ocorre nos meses de inverno (correspondente, portanto, aos meses mais frios do ano). Pode começar em Dezembro e prolongar-se até ao início da primavera.

É certo que não há inverno sem gripe e que, com muita frequência, a atividade gripal anual ultrapassa uma linha-base, assumindo um comportamento epidémico.

O diagnóstico etiológico com rigor impõe exames laboratoriais. Uma vez que são vários os vírus que podem originar quadros semelhantes, o diagnóstico preciso de gripe impõe apoio laboratorial especializado, a fim de ser possível identificar a natureza da infecção.

A questão da oportunidade do diagnóstico laboratorial depende de critérios objetivos, determinados pela situação epidemiológica. Naturalmente que, em plena atividade gripal epidémica, nem todas as síndromas gripais precisam de confirmação laboratorial para serem consideradas casos de gripe.

A taxa de letalidade é variável para a gripe sendo, principalmente, determinada pela prévia existência de doenças crónicas.

A vacina contra a gripe sazonal é administrada todos os anos no mês de outubro aos grupos prioritários indicados pela Direcção-Geral da Saúde (DGS), nomeadamente a idosos, doentes crónicos e pessoal de saúde. 1

Sinais de gravidade da gripe

  • Dificuldade respiratória.
  • Dor torácica para respirar.
  • Pressão baixa.
  • Alterações da consciência.
  • Desorientação.
  • Vómitos persistentes.

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Acho que tenho gripe, o que devo fazer?

A primeira coisa a fazer é contactar o seu médico se identificar algum dos sintomas da gripe, ou se a constipação durar mais de 5 dias – principalmente se for idoso ou portador de doenças crónicas. Além disso, deve:

+ Fontes

  1. GEORGE, F. “Introdução ao Estudo da Gripe”. Ministério da Saúde. Disponível em: https://www.dgs.pt/documentos-e-publicacoes/introducao-ao-estudo-da-gripe-pdf.aspx
  2. MIRANDA, J. (2005). Lisboa. Revista Portuguesa de Clínica Geral. Disponível em: http://www.rpmgf.pt/ojs/index.php/rpmgf/article/download/10158/9895
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