Quando se trata de cuidados com a pele no verão, importa saber que não basta aplicar um bom protetor solar.

Após um longo período de confinamento, é certo que há alguma saudade de receber os raios quentes do sol. Porém, é normal que fruto desse isolamento a nossa pele tenha menos melanina e, por isso, esteja mais sujeita a escaldões. Assim, é importante evitar, desde logo, doses elevadas de radiação solar e garantir que a exposição ao sol é gradual.

Além disso, há muitos outros cuidados com a pele no verão que deve ter em consideração, mesmo que não tencione ir à praia. É que o sol está em toda a parte e até debaixo de uma árvore pode receber alguns raios solares. Tome nota das seguintes recomendações e aproveite o calor do verão em segurança.

Cuidados com a pele no verão. Saiba que precauções tomar

Todos os anos, a Direção-Geral da Saúde, em parceria com outras entidades, como a Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo e a Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia, sensibiliza os portugueses para a tomada de medidas de segurança, que visem proteger a pele dos danos causados pelos raios solares.

Principalmente este ano, em que a vontade de nos expormos ao sol é maior, mas com a derme menos preparada para essa exposição solar, é fundamental ter cuidados com a pele no verão, de forma a evitar lesões, como as queimaduras.

É importante lembrar que muitas dessas lesões estão na origem de problemas e doenças mais complexas que podem surgir a médio ou a longo prazo, como é o caso do cancro da pele.

Mulher na praia

Higiene

Há que lembrar que, durante todo o ano, a pele precisa de cuidados de higiene regulares, como explica a Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia1.

Além do banho diário (que pode ser dispensado em pessoas mais idosas ou de pele mais seca), é deveras importante que a lavagem da pele seja sempre feita com água tépida e produtos de higiene suaves.

Devem ainda evitar-se os banhos prolongados e com água muito quente, sobretudo os indivíduos com a pele mais sensível/seca, que devem, igualmente, usar um creme hidratante, logo após o banho.

O não cumprimento destes procedimentos pode tornar a pele mais desprotegida, face a agressões externas, além de mais áspera e sujeita a prurido, o qual pode desencadear eczema1.

Proteção solar

É sabido que o sol tem um papel fundamental na síntese da vitamina D e na melhoria do bem-estar e do humor. Porém, uma exposição solar intensa e excessiva, principalmente nas horas de mais calor, pode ser muito prejudicial.

Se as queimaduras solares/escaldões são o efeito mais imediato e visível dessa exposição, tais lesões, como já referimos, podem contribuir para o aparecimento de complicações como o envelhecimento prematuro da pele e o aumento do risco de vir a ter cancro, por exemplo, cutâneo1.

Por tudo isto, há cuidados com a pele no verão que são essenciais e que não passam apenas pela aplicação de protetor solar:

  • Aplicar um protetor solar de fator 30 ou superior, 15 a 30 minutos antes da exposição solar (mesmo num dia nublado), reaplicando de 2 em 2 horas ou após banho. (Não esquecer a aplicação do protetor em zonas do corpo, como lábios, orelhas e dorso das mãos);
  • Não esquecer também que, mesmo através do guarda-sol, passam 30% da radiação ultra-violeta (isto é, 3 horas à sombra do guarda-sol equivalem a 1 hora de exposição solar direta!).

Indivíduos com cabelo, pele e olhos claros e/ou com muitos sinais ou sardas e bebés

Pessoas com este perfil têm menos proteção natural no que respeita à radiação UV e, por isso, correm mais riscos de desenvolverem queimaduras ou, mesmo, cancro da pele. Contudo, as pessoas mais morenas também devem ter cuidados de fotoproteção.

Os bebés até aos 2 anos não devem ser diretamente expostos ao sol. Por isso, na praia, devem ser protegidos pelo guarda-sol, chapéu de abas largas e vestuário que cubra parte do corpo (como t-shirt e calções)1.

Outros cuidados a ter

Tome nota de outros cuidados com a pele no verão que deve ter para a sua fotoproteção e da sua família1:

  • Vestir roupa adequada, como chapéu, óculos de sol, “t-shirt” de malha apertada, calções, etc;
  • Evitar a exposição solar direta entre as 11h e as 17h;
  • Fazer uma exposição solar gradual e progressiva;
  • Consultar um médico, pois alguns medicamentos de uso comum, como antibióticos, anti-hipertensores, anti-inflamatórios, podem ser fotossensibilizantes, podendo causar queimaduras ou alergias na pele.

Mulher a beber água por uma garrafa de plástico

Como cuidar da sua pele todo o ano

Não só no verão, como durante todo o ano, deve ter alguns cuidados específicos com a sua pele, como sugere a Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo, nomeadamente2:

  • Fazer, de 2 em 2 meses, um auto-exame da pele, para vigiar o contorno, a cor e o tamanho dos sinais, assim como estar atento a feridas que não cicatrizem;
  • Evitar salas de bronzeamento ou solários, pois aumentam o risco de cancro cutâneo e aceleram o envelhecimento da pele;
  • Prevenir queimaduras solares e escaldões;
  • Programar as atividades ao ar livre para as horas de menor calor, ou seja, de manhã cedo ou ao fim da tarde;
  • Ingerir fruta, legumes e água, de forma a melhor proteger a pele.

Possíveis consequências da falta de cuidados com a pele

A não adoção de grande parte dos conselhos deixados anteriormente pode trazer algumas consequências para o nosso bem-estar e saúde, como de resto já adiantámos. Uma exposição solar excessiva ou sem proteção pode originar 4 grandes grupos de lesões, a saber3:

1. Queratose actínica

Tratam-se de lesões pré-cancerosas, ásperas, descamativas e de um tom vermelho acastanhado. São mais comuns em idosos e em zonas como a cara, o pescoço, as orelhas, as costas das mãos e o couro cabeludo.

2. Carcinomas basocelulares

São a forma mais comum e menos perigosa de cancro da pele. Tratam-se de nódulos salientes, com bordos brilhantes e aspeto perolado. Assemelham-se a uma ferida que não cicatriza.

3. Carcinomas espinocelulares

Correspondem à segunda forma mais comum de cancro da pele. São nódulos com crosta que podem crescer, ulcerar e deitar líquido. Surgem, habitualmente, na cara e couro cabeludo.

4. Melanomas

São tumores menos frequentes, mas mais perigosos. Caracterizam-se por lesões que escurecem, mudam de cor e apresentam forma irregular.

5 razões para consultar um médico dermatologista

Após fazer o auto-exame dos sinais ou manchas do seu corpo, deve ponderar se é ou não necessário consultar um profissional de saúde. No que respeita a esta matéria, há 5 aspetos que o devem deixar alerta e fazê-lo visitar um médico.

Vá a um especialista, caso tenha identificado no seu corpo um sinal ou mancha3:

  1. Assimétrico.
  2. Com bordo irregular.
  3. Com diferentes cores/tons.
  4. Com diâmetro superior a 6 milímetros.
  5. Com evolução no crescimento (aumento do seu diâmetro original).

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+ Fontes

  1. Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia. Cuidados com a pele. Disponível em: https://www.spdv.pt/_cuidados_com_a_pele
  2. Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo. Cuidados a ter. Disponível em: http://www.apcancrocutaneo.pt/index.php/prevencao/cuidados-a-ter
  3. Direção-Geral da Saúde. Os sinais e manchas cutâneas preocupam-no? Disponível em: https://www.dgs.pt/ficheiros-de-upload-3/sol-triptico-doc-pdf.aspx
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