Reunimos um conjunto de perguntas e respostas para esclarecer as suas dúvidas sobre o novo coronavírus. Saiba como enfrentar este vírus de forma consciente e esclarecida.

O desconhecido suscita sempre muitas dúvidas e perguntas. Por isso, é natural que em relação à COVID-19 haja, ainda, muitas mais questões do que certezas. Porém, a ciência avança veloz e já é muito aquilo que se sabe sobre esta doença. Portanto, reunimos todas essas perguntas e respostas sobre o novo coronavírus, com aquilo que, até ao momento, se sabe e é mais relevante para enfrentar este vírus de forma consciente e esclarecida.

25 perguntas e respostas sobre o novo coronavírus e a COVID-19

1. Qual a origem deste vírus?

O novo coronavírus (SARS-CoV-2) foi identificado pela primeira vez em dezembro de 2019, em Wuhan, na China. A sua origem ainda não é clara.

2. Por que se chama a este vírus “novo coronavírus”?

Os coronavírus são uma família de vírus que causam infeções respiratórias. Já eram conhecidos outros coronavírus como o SARS ou o MERS-CoV. O SARS-CoV-2 foi, por isso, considerado um “novo coronavírus”, visto ainda não ser conhecido da comunidade científica.

3. O que é a COVID-19?

COVID-19 foi a designação atribuída à doença causada por este novo coronavírus (SARS-CoV-2).

4. Qual o período de incubação da COVID-19?

O seu período de incubação pode ir de 2 a 14 dias.

5. Quais os principais sintomas associados a esta doença?

  • febre;
  • tosse seca;
  • dificuldade respiratória;
  • cefaleia;
  • dores musculares;
  • fraqueza generalizada.

6. Se sentir sintomas compatíveis com a COVID-19, o que deve fazer?

Perante essa situação, deve isolar-se de imediato e contactar a linha SNS 24 (808 24 24 24). Entretanto, começam a ser disponibilizados outros números de apoio, regionais, que podem ser utilizados para o mesmo fim.

7. É possível estar infetado com o novo coronavírus e não ter sintomas?

Sim. Há pessoas que contraem este vírus, mas permanecem assintomáticas. Daí que o isolamento social e as outras medidas de prevenção do contágio sejam tão importantes pois, na realidade, sem fazer o teste, ninguém pode garantir que não tem COVID-19.

8. Quais os principais veículos de transmissão desta doença?

O novo coronavírus transmite-se entre pessoas, através de gotículas, secreções e aerossóis infetados.

9. Que medidas podemos tomar para prevenir o contágio?

As principais medidas para evitar a transmissão do vírus são:

  • lavar frequentemente as mãos com uma solução de álcool-gel ou com água e sabão;
  • manter a distância social de pelo menos um metro;
  • evitar tocar nos olhos, nariz e boca;
  • praticar etiqueta respiratória, ou seja, tapar o nariz e a boca quando espirrar e tossir, usando um lenço de papel descartável ou a prega interna do cotovelo.

10. Afinal, deve ou não usar-se máscara?

Atualmente, de acordo com a Direção-Geral da Saúde, o uso de máscaras é recomendado a:

  • todos os profissionais de saúde, pessoas com sintomas respiratórios e pessoas que entrem e circulem em instituições de saúde;
  • pessoas mais vulneráveis, como idosos (com mais de 65 anos de idade) e indivíduos com doenças crónicas e estados de imunossupressão, sempre que saiam de casa;
  • alguns grupos profissionais, como forças de segurança e militares, bombeiros, distribuidores de bens essenciais ao domicílio, trabalhadores nas instituições de solidariedade social, lares e rede de cuidados continuados integrados, agentes funerários e profissionais que façam atendimento ao público, onde não esteja garantido o distanciamento social;
  • todos os indivíduos que tenham de frequentar espaços interiores fechados com várias pessoas (supermercados, farmácias, lojas ou estabelecimentos comerciais, transportes públicos, etc).

O ABC do novo coronavirus: mulher com máscara a desinfetar as mãos

11. Depois de teste positivo para COVID-19, quanto tempo devemos aguardar para repetir o exame? 

Em doentes sintomáticos, o teste de deteção do vírus deve ser repetido após a resolução dos sintomas (ou seja, após 3 ou
mais dias sem febre e sem outra sintomatologia) e, pelo menos, 7 dias após o início dos primeiros sintomas. Em doentes assintomáticos, o teste deve ser repetido no mínimo 14 dias após o resultado laboratorial positivo inicial.

12. Quanto tempo demora o resultado do teste de deteção do vírus?

Em média, o resultado é enviado cerca de 24 horas após a realização do teste.

13. Após termos esta doença, ficamos imunes ao vírus?

Para avaliar se existe ou não imunidade, a Unilabs disponibiliza um teste de anticorpos COVID-19, o qual avalia se o indivíduo tem ou não imunidade ao novo coronavírus. Esta colheita destina-se apenas a pessoas NÃO DOENTES E NÃO SINTOMÁTICAS, com prescrição médica para a realização deste teste.

14. Qual é a diferença entre o teste de deteção do vírus e o teste de imunidade?

O teste de deteção do vírus, como o próprio nome indica, revela a presença ou ausência do vírus no organismo. É apenas direcionado a utentes referenciados pelo Serviço Nacional de Saúde ou com prescrição médica e marcação prévia do teste e realizado nos nossos Centros de Rastreio em modelo Drive Thru.

O teste de anticorpos destina-se a quem possa ter contactado com o vírus mesmo sem saber e pretenda avaliar a sua possível imunidade. É realizado nas Unidades Unilabs em funcionamento mediante prescrição médica. De momento, ainda não existe comparticipação deste teste.

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15. Existe transmissão do novo coronavírus dos animais de estimação para os humanos?

Não, e, por isso, pode e deve manter o contacto e as rotinas habituais com o seu animal de estimação. O único cuidado de maior que deve ter é, após ir passeá-lo à rua (no caso dos cães, por exemplo), limpar-lhe as patas ao chegar a casa, de modo a garantir que ele não traz nenhum foco de contaminação.

16. Os alimentos podem ser veículos de transmissão deste vírus?

Segundo a Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar, a EFSA, não existe qualquer evidência de que os alimentos possam ser uma fonte ou via provável de transmissão da COVID-19. Esta posição é também apoiada pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, a entidade nacional ASAE.

Ainda assim, é importante reforçar as medidas de higiene e segurança alimentar na hora de cozinhar e manipular os ingredientes.

17. Quais são os grupos de maior risco?

Os grupos de maior risco são os idosos (com mais de 65 anos) e os doentes crónicos (imunocomprometidos, pessoas com doenças cardíacas e pulmonares, diabetes, hipertensão arterial,…).

18. Por que é que os idosos e os doentes crónicos correm mais riscos, se contraírem esta doença?

Esta não é uma doença exclusiva dos mais velhos ou das pessoas com doença crónica. Contudo, a COVID-19 é mais perigosa e pode ter consequências mais graves, junto destes indivíduos.

A principal razão para isso é o facto destes grupos terem um sistema imunitário potencialmente mais frágil, além de outras morbilidades associadas. As taxas de mortalidade registadas, até ao momento, em vários países, corroboram esta mesma tese.

19. As mulheres grávidas correm maiores riscos?

Até ao momento, não há evidência de que as grávidas estejam mais suscetíveis à infeção pelo novo coronavírus. Porém, é essencial que elas cumpram as medidas preventivas, comuns à restante população, como o isolamento e distanciamento social, além das boas práticas de higiene.

Para já, também não há indicadores de que as gestantes infetadas com este vírus fiquem mais gravemente doentes do que a restante população, só pelo facto de estarem grávidas.

> Saiba mais sobre gravidez e COVID-19

20. Uma grávida com COVID-19 vai ter, necessariamente, um bebé infetado?

Os estudos até agora realizados não descobriram evidência de que o novo coronavírus seja transmitido da mãe para o filho durante a gestação (transmissão vertical) ou, mesmo, no momento do parto.

análises sanguíneas ao novo coronavírus

21. Caso a mulher grávida esteja infetada pelo novo coronavírus, tem de fazer uma cesariana?

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o facto da gestante ter COVID-19 não é razão suficiente para proceder a uma cesariana.

22. Uma recém-mamã com COVID-19 pode amamentar?

A Organização Mundial de Saúde defende que sim. Em algumas análises laboratoriais realizadas, não foi verificada a presença do vírus nas amostras de leite materno. Além disso, várias autoridades de saúde consideram que os benefícios do leite materno superam o risco de contágio que possa existir nestes casos.

Segundo a OMS, para diminuírem os riscos de contágio, estas mães devem:

  • usar, de preferência, uma máscara, enquanto amamentam;
  • respeitar as regras de etiqueta respiratória;
  • lavar sempre bem as mãos, antes e depois de tocarem no bebé;
  • limpar e desinfetar várias vezes as superfícies em que tocarem.

> Conheça as indicações do aleitamento materno em caso de COVID-19

23. Que tipo de cuidados uma recém-mamã infetada com o novo coronavírus deve ter no contacto com o seu bebé?

A Organização Mundial de Saúde defende que as mães com COVID-19 devem tocar nos seus filhos e estimular o contacto próximo, pois tal é essencial para a vinculação. Para isso, há que ter em consideração alguns aspetos como:

  • amamentar em segurança, respeitando a etiqueta respiratória;
  • evitar tocar na boca, nariz e olhos da criança;
  • fazer contacto pele com pele com o bebé e partilhar o mesmo quarto com ele;
  • lavar bem as mãos antes e depois de cada mamada;
  • manter todas as superfícies devidamente limpas e desinfetadas.

24. O que é a fase de mitigação?

Esta fase diz respeito ao período mais grave de contágio e a um nível de alerta e resposta mais elevados. Na prática, isto significa que já há várias cadeias de transmissão pelo novo coronavírus. Daí, tanto os hospitais públicos, como privados já terem sido chamados a agir. 

Outro aspeto que também é importante é que nesta fase todos os doentes com sintomatologia leve a moderada irão recuperar no seu domicílio.

25. Onde ficam e para que servem os centros de rastreio, até ao momento existentes no país?

  • Porto: Queimódromo;
  • Gaia: Espaço Mais Grijó (ex. Outlet de Grijó);
  • Braga: Altice Fórum Braga;
  • Lisboa: Parque das Nações;
  • Viseu: Pavilhão Multiusos;
  • Guimarães: Pavilhão Multiusos;
  • Gondomar: Pavilhão Multiusos;
  • Lousada: Complexo Desportivo;
  • Bragança: Pavilhão Municipal Arnaldo Pereira (Piscinas Municipais);
  • Mirandela: Entrada Exterior Hospital da Terra Quente.

Estes centros de rastreio COVID-19 realizam testes de despistagem ao novo coronavírus. Importa referir que estes centros só se destinam a casos suspeitos, previamente referenciados pelo SNS e/ou pessoas suspeitas de infeção com prescrição médica, sendo obrigatória marcação prévia através da linha de Marcação – 220 125 001 ou ainda para o 800 910 219 (região de Lisboa) e 939316727 (região de Bragança e Mirandela).

Nestes centros não se realizam os testes de anticorpos, exclusivos das Unidades em funcionamento.

CENTROS DE RASTREIO COVID-19
Saiba mais informações sobre os centros de rastreio e quem pode fazer o teste.

SABER MAIS

+ Fontes

  1. CDC. Pregnancy & Breastfeeding. Disponível em: https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/prepare/pregnancy-breastfeeding.html
  2. Como lidar com uma situação de isolamento se for um cidadão sénior (ou seu familiar). Ordem dos Psicólogos. Disponível em: https://www.ordemdospsicologos.pt/ficheiros/documentos/covid_19_seniores.pdf
  3. COVID-19 e estado nutricional dos idosos. Direção Geral da Saúde. Disponível em: https://nutrimento.pt/noticias/covid-19-e-estado-nutricional-dos-idosos/
  4. Direção-Geral da Saúde (2020). Doença pelo novo Coronavírus (COVID-19) – Nova definição de caso. Disponível em: https://www.dgs.pt/directrizes-da-dgs/orientacoes-e-circulares-informativas/orientacao-n-002a2020-de-25012020-atualizada-a-250220201.aspx
  5. Direção-Geral da Saúde (2020). Estarei doente? Disponível em: https://www.dgs.pt/pagina-de-entrada3/corona-virus/estarei-doente.aspx
  6. Direção-Geral da Saúde. Infeção pelo novo Coronavírus (SARS-CoV-2). 2020. Disponível em: https://www.dgs.pt/directrizes-da-dgs/orientacoes-e-circulares-informativas/orientacao-n-0022020-de-25012020-pdf.aspx
  7. Direção-Geral da Saúde. Perguntas frequentes. Disponível em: https://covid19.min-saude.pt/perguntas-frequentes/
  8. Direção-Geral da Saúde. COVID-19: FASE DE MITIGAÇÃO – Uso de Máscaras na Comunidade. Disponível em: https://www.infarmed.pt/documents/15786/3584301/Norma+DGS+-+Uso+de+M%C3%A1scaras+na+Comunidade/024412f9-8bf0-7018-43ec-0a6565f2e97f
  9. Norma Direção-Geral da Saúde: Abordagem do Doente com Suspeita ou Infeção por SARS-CoV-2. Disponível em: https://www.dgs.pt/directrizes-da-dgs/normas-e-circulares-normativas/norma-n-0042020-de-23032020-pdf.aspx
  10. Organização Mundial de Saúde. Disponível em: https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019
  11. Rothe, C. et al. (2020). Transmission of 2019-nCoV Infection from an Asymptomatic Contact in Germany. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/32003551
  12. Royal College of Obstetricians and Gynaecologists. Coronavirus infection and pregnancy. Disponível em: https://www.rcog.org.uk/en/guidelines-research-services/guidelines/coronavirus-pregnancy/covid-19-virus-infection-and-pregnancy/
  13. Sociedade Portuguesa de Medicina Interna. Núcleo de Estudos de Medicina Obstétrica. Disponível em: https://www.spmi.pt/nucleo-de-estudos-de-medicina-obstetrica/#publicacoes-nucleo
  14. Wenjing, G., Liming, L. (2020). “Advances on presymptomatic or asymptomatic carrier transmission of COVID-19”. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/32141279
  15. WHO (2020). Basic protective measures against the new coronavírus. Disponível em: https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019/advice-for-public
  16. WHO (2020). Coronavirus disease (COVID-19) advice for the public: When and how to use masks. Disponível em: https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019/advice-for-public/when-and-how-to-use-masks
  17. WHO. Coronavirus. Disponível em: https://www.who.int/health-topics/coronavirus#tab=tab_1
  18. WHO. Q&A on COVID-19, pregnancy, childbirth and breastfeeding. Disponível em: https://www.who.int/news-room/q-a-detail/q-a-on-covid-19-pregnancy-childbirth-and-breastfeeding
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Presente em Portugal desde 2006, a Unilabs é líder nacional em Diagnóstico Clínico, com mais de 1000 Unidades de atendimento ao seu dispor. Serviços: Análises Clínicas, Cardiologia, Anatomia Patológica, Radiologia, Genética Médica, Medicina Nuclear, Gastrenterologia.