Um novo coronavírus tem sido destaque na comunicação social. É muitas vezes referido como “coronavírus de Wuhan”, dado ter sido nesta cidade chinesa, o local onde surgiu. A OMS decidiu batizá-lo de “Coronavirus 2019-nCoV”.

A palavra coronavírus refere-se a uma família de vírus, já conhecida desde os anos 60. Alguns vírus desta família são relativamente comuns e causam infeções leves, mas outros como o SARS-CoV e MERS-CoV foram responsáveis por epidemias com consequências mais graves, como aquela a que estamos a assistir. De facto, esta nova versão surgida na China é bastante similar ao SARS-CoV.

Como se transmite este novo coronavírus?

Estes vírus normalmente evoluem dum hospedeiro animal e ganham capacidade de infetar o ser humano. No caso do SARS-CoV a evolução deu-se de camelos e dromedários para o ser humano.
Neste novo surto, acredita-se que o processo seja similar, não estando identificado o hospedeiro animal, à data da redação do presente texto. De facto, a informação é atualizada diariamente, ou até de hora a hora e novos dados surgem a cada momento. As autoridades chinesas acreditam terem igualmente identificado a transmissão entre humanos.

Sintomas

Segundo o último boletim da OMS, datado de 28 de Janeiro, os doentes infetados com o Coronavírus 2019-nCoV apresentam uma grande variedade de sintomas moderados, sendo que 20% evoluem para doença mais severa como pneumonia e falência respiratória.

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Como se faz o diagnóstico da presença do coronavírus?

Após as autoridades chinesas e a OMS terem identificado a “assinatura genética” do vírus, ou seja a sequência/código dos seus genes, passa a ser possível a identificação da sua presença através de técnicas de Biologia Molecular.

Em caso de algum sintoma, ligue para a Linha Saúde 24

Para mais informações

Cuidados a ter

A prevenção individual, no caso deste surto, é constituído pelos mesmos princípios básicos para a prevenção da transmissão de outra qualquer infeção respiratória aguda que incluem medidas como as seguintes:

  • Evitar o contato com pessoas portadores de infeção respiratória aguda;
  • Lavar as mãos frequentemente, especialmente após o contato com pessoas;
  • Pessoas com infeção respiratória aguda deverão ter especial cuidado ao tossir, cumprindo regras de etiqueta (manter a distância, cobrir espirros e tosse com lenços descartáveis e lavar as mãos).

A OMS não recomenda medidas específicas para viajantes, no entanto, recomenda que em caso de sintomas sugestivos, os viajantes deverão procurar ajuda médica e informar o profissional de saúde acerca do seu histórico de viajante. (1)

+ Fontes

  1. OMS. Updated WHO advice for international traffic in relation to the outbreak of the novel coronavirus 2019-nCoV. 2020. Disponível em: https://www.who.int/ith/2020-24-01-outbreak-of-Pneumonia-caused-by-new-coronavirus/en/
Dr. Carlos Sousa Autor Dr. Carlos Sousa

Responsável pela área de Biologia Molecular da Unilabs Portugal