O cancro do cólon e reto ou colorretal é um dos tipos de cancro mais comum e dos mais mortais em todo o Mundo. Em Portugal é o cancro de maior incidência e o segundo mais letal. Tem origem no cólon ou no reto e pode afetar outros orgãos.

O cancro do cólon e reto também conhecido como cancro colorretal, é um dos tipos de cancro mais comuns e dos que mais mata em todo o mundo. Em Portugal é o cancro de maior incidência e o segundo mais letal, calculando-se que cerca de 10 Portugueses morram por dia devido a esta doença.

Este cancro pode ter origem no cólon (cancro do cólon) ou no reto (cancro do reto), genericamente designado como cancro colorretal já que o reto é a parte terminal do cólon.

Este tipo de cancro surge quando as células se dividem e reproduzem de forma descontrolada e dando origem a tumores, que podem ser malignos ou benignos. Se o cancro continuar a disseminar-se pode metastizar-se para outros órgãos, como o fígado e nódulos linfáticos.

Causas do cancro do cólon e reto

As causas do cancro do cólon e reto são, ainda hoje, pouco conhecidas e na maioria dos casos é difícil explicar o surgimento da doença, apesar de existirem alguns fatores considerados de risco.

Doenças do intestino como fatores de risco

  • Pólipos: tratam-se de pequenas saliências localizadas no cólon ou no reto e são maioritariamente benignos. Contudo, alguns pólipos podem ser já cancerígenos e muitos têm potencial de com o tempo virem a desenvolver cancro. A grande maioria dos cancros colorretais tem origem a partir do crescimento de pólipos. Os pólipos são comuns em pessoas com mais de 50 anos e devem ser detetados e removidos atempadamente, de modo a reduzir o risco de contrair cancro colorretal;
  • Doença de Crohn: é uma doença inflamatória crónica que afeta, sobretudo, a porção terminal do intestino delgado (íleo), o intestino grosso (cólon) ou ambos;
  • Colite ulcerosa: é uma doença inflamatória crónica que afeta o cólon e o reto e que desencadeia úlceras no doente;
  • Cancro colorretal: um indivíduo que já tenha tido este cancro, tem maior probabilidade de voltar a desenvolvê-lo.

Outros fatores de risco

  • Idade: 90% dos casos deste tipo de cancro afetam pessoas com mais de 50 anos, de ambos os sexos, apesar do risco ser ligeiramente superior nos homens;
  • Atividade física: o cancro do cólon e reto tem maior incidência em indivíduos com um estilo de vida sedentário, sendo fundamental a prática de exercício físico regular;
  • Alimentação desequilibrada: uma alimentação equilibrada e variada é um fator preventivo essencial em todos os aspetos. Optar pelo consumo de vegetais, frutas e fibras tem inúmeros benefícios, pois, de acordo com estudos, uma dieta rica em gorduras animais e carnes vermelhas aumentam o risco de desenvolvimento deste tipo de cancro.
  • História familiar: quando os familiares diretos já tiveram ou têm história na família de cancro do cólon e reto há maior probabilidade de desenvolver a doença;
  • Álcool e tabaco: de acordo com estudos, o consumo deste tipo de substâncias aumenta significativamente o risco de desenvolver cancro do cólon e do reto.

Variedade de alimentos saudáveis e menos saudáveis

Principais sintomas de cancro do cólon e reto

Geralmente, só numa fase mais avançada este cancro dá sintomas. Os sintomas do cancro do cólon e reto são comuns a outras doenças gastrointestinais, e portanto, apresentar estes sintomas não significa que tenha cancro colorretal, ainda assim deve estar atento a estes sinais:

  • Alteração injustificada dos hábitos intestinais;
  • Diarreia ou obstipação frequente;
  • Dor ao defecar;
  • Alterações nas fezes, fezes menores do que o habitual, mais “finas” ou mais moles;
  • Sangue nas fezes;
  • Desconforto abdominal generalizado e sem explicação;
  • Perda de peso sem motivo;
  • Cansaço constante.

Se apresenta esta sintomatologia deve procurar um médico, para que possa ser diagnosticado.

Prevenção e diagnóstico do Cancro do Cólon e Reto

De acordo com o Serviço Nacional de Saúde, anualmente a taxa de incidência de cancro em Portugal tem crescido cerca de 3%, sendo esta a segunda maior causa mortal no país e com tendência a crescer.

Prevenir o desenvolvimento do cancro do cólon e reto passa pela realização de exames regulares como a colonoscopia. Deste modo é possível a deteção atempada da formação de pólipos e/ou lesões no cólon e reto, sobretudo tendo em conta que 90% dos casos do cancro colorretal se originam de pólipos. Estes inicialmente são benignos, mas, com o passar do tempo expandem-se, tornando-se malignos.

Portanto, se ao realizar uma colonoscopia de rastreio/prevenção for encontrado um pólipo, este será removido, o que reduz significativamente o risco de vir a desenvolver cancro colorretal. Adicionalmente, uma deteção precoce permite que este cancro tenha grande probabilidade de cura.

Ilustração de pólipo no intestino

Rastreio do Cancro do Cólon e Reto

O rastreio do cancro do cólon e reto é fundamental para a prevenção e diagnóstico desta doença, sendo que segundo a Direção Geral da Saúde o programa de rastreio permite uma diminuição da mortalidade de 16%.

Este rastreio destina-se a todos os indivíduos que tenham entre 50 a 74 anos, sendo que no Serviço Nacional de Saúde é necessário que esteja inscrito nas unidades de cuidados de saúde primários.

O procedimento do rastreio do cancro colorretal definido pelo Sistema Nacional de Saúde é feito de dois em dois anos. Este passa primeiramente pela pesquisa de sangue oculto nas fezes através do método imunoquímico FIT – Fecal imunochemical Test, sendo que em caso de resultado positivo é necessária a realização de uma colonoscopia total.

Os falsos positivos acontecem, portanto, pode ter sangue oculto nas fezes e não ter cancro do cólon e reto, daí a necessidade de exames complementares, que permitam um diagnóstico mais preciso.

Ou por outro lado, ter um resultado negativo na pesquisa de sangue oculto nas fezes, mas ser necessária uma colonoscopia, uma vez que esta pesquisa pode não ser suficiente, dado que os pólipos tendencialmente não sangram.

O rastreio do CCR deve ser ajustado e adequado de acordo com as características individuais de cada paciente, dado que existem diversos fatores de risco que contribuem para um aumento da probabilidade de incidência desta doença.

Internacionalmente o rastreio por colonoscopia (que permite no mesmo ato deteção/diagnóstico e polipectomia) é o método preferido, ficando a pesquisa de sangue oculto nas fezes como opção para os doentes que não desejem realizar a colonoscopia (já que a acuidade diagnóstica deste teste é inferior ao da colonoscopia, pode não detetar pólipos e se positivo obriga a colonoscopia).

Onde fazer o rastreio do cancro do cólon e reto?

O rastreio do cancro colorretal está disponível para todos os utentes entre os 50 e 74 anos inscritos numa unidade de saúde de cuidados primários e este é opcional, o paciente decide se pretende ou não realizá-lo.

Como vimos, este rastreio é essencial para a prevenção, diagnóstico e/ou no tratamento do cancro do cólon e reto. Portanto, se o seu médico recomendou a sua realização, não deve adiar a sua marcação.

A Unilabs dispõe de uma vasta gama de serviços e de exames de gastrenterologia, entre os quais o rastreio do cancro do cólon e reto. Este exame tem acordo com a ARS e várias seguradoras e pode fazer pedido de marcação online.

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Tratamento do cancro do cólon e reto

Após a confirmação do diagnóstico é natural que surjam muitas questões sobre a doença e que devem ser colocadas ao seu médico. Antes da sua consulta escreva todas as suas dúvidas ou inquietações, sejam elas relacionadas com o cancro, com o tratamento ou próximos passos.

Adicionalmente, muitos pacientes optam por pedir uma segunda opinião antes de tomarem qualquer decisão no que toca ao tratamento a adotar, nomeadamente, marcando consultas de especialidade com gastroenterologistas, oncologistas, cirurgiões, etc. Deve reunir todos os seus exames e informações necessárias para que o médico possa dar o seu parecer.

Mediante a confirmação do cancro do CCR o médico elabora um plano de tratamento adaptado ao utente e às características da doença, nomeadamente, o tamanho e localização do tumor e o estádio do cancro.

O tratamento mais comum para o CCR é a cirurgia, podendo vir a ser complementada com quimioterapia e/ou radioterapia.

Fique a par das opções de tratamento de acordo com cada caso:

Cirurgia

Como referimos, o tratamento do cancro do cólon e reto habitualmente recorre a um tratamento local, a cirurgia.

No caso de tumores mais pequenos (pólipos malignos) poderá ser possível remover por tratamento endoscópico (através da colonoscopia), já os tumores maiores requerem um corte na zona abdominal para a remoção do tumor e de uma parte saudável, por uma questão de segurança.

Caso o cirurgião precise de retirar uma parte do reto ou cólon este pode ligar ambas as partes, não sendo possível essa ligação é criado um novo canal pelo qual as fezes serão eliminadas – a este procedimento chama-se colostomia.

Radioterapia

A radioterapia é um tratamento local e, como o nome indica, vai atuar no local afetado, emitindo radiação de elevada energia apenas nas células cancerígenas de forma a eliminá-las.

Quimioterapia

A quimioterapia contrariamente aos outros tratamentos mencionados, atua de forma sistémica, estando na corrente sanguínea, logo, circulando em todo o organismo e não apenas nas células cancerígenas.

Esta terapêutica recorre a fármacos para a eliminação das células cancerígenas, podendo ser aplicados sob forma de comprimidos ou diretamente injetados na veia.

Este tratamento pode ser feito isoladamente ou como complemento às outras terapêuticas. Quando se trata de um estádio muito avançado da doença a quimioterapia é paliativa, utilizada apenas para controlar a sintomatologia.

Já nos casos menos agressivos e em que será feita a cirurgia poderá ser recomendado que seja feita quimioterapia antes da mesma, com objetivo de reduzir o tamanho do tumor – terapia neo-adjuvante. Pode também ser aplicada imediatamente após a cirurgia com intuito de eliminar as células cancerígenas que possam restar – terapia adjuvante.

Conclusão

Voltamos a sublinhar a importância do rastreio do cancro do cólon e do reto. Os exames realizados para a prevenção passam também pela realização do rastreio do cancro do cólon e reto, que são exatamente os mesmos utilizados para o diagnóstico da doença.

Neste processo, conte com o apoio da Unilabs. Estamos aqui para o ajudar!

+ Fontes

  1. Direção Geral da Saúde. Disponível em: http://nocs.pt/wp-content/uploads/2015/11/Rastreio-Oportun%C3%ADstico-do-Cancro-do-C%C3%B3lon-e-Reto.pdf
  2. Serviço Nacional de Saúde uls Matosinhos . Disponível em: http://www.ulsm.min-saude.pt/mais-saude/rastreio-do-cancro-do-colon-e-reto/
  3. Serviço Nacional de Saúde ARS Norte. Disponível em: http://www.arsnorte.min-saude.pt/ratreios/cancro-do-colon-e-recto/
  4. Liga Portuguesa Contra o Cancro. Disponível em: https://www.ligacontracancro.pt/cancro-do-colon-e-do-recto/
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