A alergia ao marisco é uma das alergias alimentares responsáveis por reações mais graves, originadas pelo próprio sistema imunitário.

Entre as reações possíveis a esta alergia contam-se o prurido nos lábios, língua e garganta, os vómitos e a diarreia. Também existem indivíduos alérgicos que apresentam reações cutâneas, como urticária ou edemas.

Porém, os casos mais severos são mesmo os que envolvem anafilaxia com comprometimento do correto funcionamento cardiorrespiratório.

Por isso, se tem alergia ao marisco não deve arriscar no consumo deste tipo de alimentos. 1

Em que consiste a alergia ao marisco?

A alergia ao marisco é mais prevalente entre os adultos. O tipo de reação alérgica, assim como a sua gravidade, pode variar, neste caso, em função da pessoa e também do tipo de marisco consumido.

Assim, estas pessoas são mais suscetíveis a desencadear reações alérgicas aos crustáceos, como é o caso do lagostim, sapateira, santola, camarão, gambas, lagosta, entre outros.

Contudo, a alergia também se pode manifestar ao ingerir moluscos, como os bivalves (amêijoas, ostras, mexilhões…), os gastrópodes (caracóis e caramujos) e os cefalópodes (choco, polvo, lula,…). 2

Tipos de reações alérgicas

Já adiantamos algumas das reações possíveis que a alergia ao marisco pode provocar quando alguém alérgico ingere este tipo de alimento. Dessa forma, independente de serem cozidos ou não, ou até o próprio contacto com o vapor da cozedura em alguns casos,  pode causar reações graves.

jovem com alergia nos braços

Importa, todavia, explicar que os efeitos da alergia costumam surgir entre 15 a 120 minutos após o consumo do marisco. 3

Os principais tipos de reações alérgicas ao marisco são:

  • Cutâneas: muito comuns, estas reações podem manifestar-se através de manchas vermelhas, prurido, descamação, pápulas, pequenas bolhas e edema, sobretudo na zona do rosto;
  • Respiratórios: congestão nasal, tosse, sibilâncias e/ou dificuldade em respirar ou engolir;
  • Digestivos: náusea, dor no abdómen, vómitos ou diarreia.

Indivíduos com asma têm um risco maior de terem reações graves.

Cuidados a ter

A única maneira de evitar as reações alérgicas ao marisco é não consumir este tipo de alimento. Indivíduos mais sensíveis devem evitar frequentar marisqueiras, porque o próprio contacto com possíveis vapores pode provocar efeitos.

Também importante em termos nutricionais é colmatar a não ingestão deste produto com ingredientes ricos em nutrientes como vitamina B12 e B6, selénio, ferro e zinco.

jovem a tomar anti-histamínicos

Além disso, e como medida preventiva no caso de inadvertidamente ser ingerido algo com marisco, deve ser transportado com o indivíduo anti-histamínicos e epinefrina auto-injetável. 4

No entanto, o mais importante, é mesmo tomar todas as precauções para não consumir marisco. Por isso, atente nos seguintes cuidados a ter:

  • Esteja sempre atento aos rótulos dos alimentos que vai ingerir. Muitos deles podem conter vestígios de marisco;
  • No restaurante, alerte sempre o empregado sobre a sua alergia ao marisco, de modo a evitar a contaminação cruzada;
  • Evite ir a marisqueiras, pois a própria proteína do marisco é capaz de circular no ar, em locais que cozinhem este ingrediente;
  • Caso viaje para o estrangeiro, deve consultar antes um alergologista e levar consigo um kit de urgência e uma injeção lifesaving, recomendado e prescrito pelo seu médico, sobretudo se for para destinos onde a assistência em saúde seja mais precária.

Por isso, se suspeita de que pode sofrer de alergia ao marisco, deve consultar um alergologista, de modo a confirmar ou não a sua suspeita. Para isso, deverá fazer um teste cutâneo e análises ao sangue.

Além disso, também pode ser recomendado um teste de provocação oral, que consiste no consumo de porções crescentes de marisco, de modo a avaliar se há ou não reação alérgica e, no caso de existir, de que tipo é.

Pelo risco que comporta, este teste deve ser realizado em ambiente hospitalar, de modo a que o indivíduo receba o pronto socorro de que, eventualmente, possa vir a precisar. 5

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+ Fontes

  1. Food Allergy. Shellfish Allergy. Disponível em: https://www.foodallergy.org/living-food-allergies/food-allergy-essentials/common-allergens/shellfish
  2. Healthline. (2019). Shellfish Allergies. Disponível em: https://www.healthline.com/health/allergies/shellfish#TOC_TITLE_HDR_1
  3. Australasian Society of Clinical Immunology and Allergy. (2019). Allergic and Toxic Reactions to Seafood. Disponível em: https://www.allergy.org.au/patients/food-allergy/allergic-and-toxic-reactions-to-seafood
  4. Mayo Clinic. Shellfish allergy. Disponível em: https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/shellfish-allergy/symptoms-causes/syc-20377503
  5. Better Health Channel. (2017). Shellfish and fish allergies. Disponível em: https://www.betterhealth.vic.gov.au/health/conditionsandtreatments/shellfish-and-fish-allergies
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