A acne é uma patologia de pele que não deve ser subestimada. Embora se trate de uma doença benigna, ela pode interferir diretamente na qualidade de vida e no bem-estar dos pacientes, influenciando negativamente a sua saúde mental e favorecendo o aparecimento de outros problemas, como a depressão, por exemplo.

Além disso, continua a ser uma doença envolta em vários mitos que têm persistido ao longo de gerações, sendo muitas vezes vista como uma doença típica da adolescência e, que por isso, desaparece naturalmente com a chegada da idade adulta. Isto nem sempre acontece, podendo deixar marcas na pele, difíceis de remover.

Por isso, a consulta de um especialista é fundamental, bem como a adoção de alguns cuidados e precauções especiais. 1

O que é a acne?

A acne é uma doença inflamatória crónica que atinge os folículos pilossebáceos, principalmente do rosto, pescoço, tronco e a região peitoral, onde se localizam em maior concentração os folículos sebáceos.

Trata-se, por isso, de excesso de gordura e células da pele mortas que obstruem os folículos pilosos, bloqueando o sebo que sai pelos poros.

É mais comum entre jovens dos 14 aos 19 anos de idade, pois é nesse período que existe uma maior produção de hormonas, o que favorece a formação de gordura pelas glândulas sebáceas. Apesar disso, também pode afetar bebés (acne neonatal) ou adultos (sobretudo mulheres).

Embora não seja uma patologia considerada grave, este problema pode causar cicatrizes, o que pode ter uma influência negativa na qualidade de vida e na auto-estima dos pacientes. 2

Existem vários fatores de risco que podem favorecer o desenvolvimento da acne e existem diferentes tipos de tratamento para este problema. Saiba quais.

Causas

Na origem da acne, está a obstrução dos folículos pilossebáceos, devido a um aumento da produção e secreção sebácea e da hiperqueratinização. Esta circunstância conduz a uma infeção bacteriana que provoca uma resposta inflamatória e imunológica. 3

Existem vários aspetos que podem contribuir para o aparecimento da acne, nomeadamente:

  • Genéticos;
  • Hormonais (níveis de testosterona e androgénios, nos rapazes, e menstruação, gravidez ou menopausa, nas mulheres);
  • Raciais (mais frequente em mulheres brancas e menos frequente em orientais);
  • Ambientais (climas quentes e húmidos);
  • Tabagismo;
  • Doenças endócrinas (Síndrome do ovário policístico e Hiperplasia Adrenal);
  • Stress (embora não seja causa, pode agravar).

homem ao espelho a ver a pele com acne

Sintomas

Esta patologia carateriza-se pelo surgimento de: 4

  • Comedões abertos (pontos negros);
  • Comedões fechados (pontos brancos internos);
  • Pápulas (borbulhas vermelhas);
  • Pústulas (borbulhas com pus); abcessos;
  • Quistos;
  • Cicatrizes.

Porém, nem todos os doentes apresentam todos estes sintomas, podendo definir-se quatro níveis de gravidade da acne, de acordo com as suas manifestações:

  • Não inflamatória: pontos negros ou brancos (comedões);
  • Ligeira: borbulhas inflamadas (pápulas);
  • Moderada: borbulhas inflamadas com pus (pústulas);
  • Severa: nódulos e quistos.

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Tratamento

De um modo geral, o tratamento tem como função reduzir a produção de gordura na pele, eliminar o brilho, acelerar a renovação das células da pele e controlar e diminuir a infeção.

Existem diversos tipos de terapêuticas para o problema da acne, que devem ser sugeridas pelo dermatologista, tendo em conta a sintomatologia, a sua intensidade, o impacto da patologia na vida do doente e as caraterísticas do paciente.

Estes tratamentos podem ter por base: 4

  • Medicamentos tópicos (cremes ou fórmulas);
  • Medicamentos sistémicos (em geral antibióticos);
  • Outros tratamentos, como laser, fototerapia, esfoliação, microabrasão cutânea, preenchimento com colagénio, descamação química ou dermoabrasão (alguns destes tratamentos visam, essencialmente, a remoção das cicatrizes, decorrentes da acne).

jovem a colocar creme da cara para o acne

Prevenção

Existem algumas medidas que podem ser adotadas para evitar as manifestações mais graves da acne. Eis algumas delas: 5

  • Lavar sempre as áreas afetadas com uma solução adequada à pele e recomendada pelo dermatologista;
  • Evitar irritar a pele, nomeadamente através do contato com a gordura presente no cabelo, em objetos ou na própria transpiração;
  • Evitar o uso de água quente;
  • Evitar mexer na cara com as mãos;
  • Não espremer as lesões, de forma a prevenir infeções e cicatrizes;
  • Moderar a exposição solar;
  • Combater o stress;
  • Não fumar;
  • Manter-se hidratado;
  • Usar só maquilhagem adequada à pele (oil-free) e removê-la, quando for dormir;
  • Não vestir roupa muito apertada, se as manifestações da acne estiverem presentes em zonas do corpo cobertas por roupa;
  • Fazer uma dieta equilibrada e pobre em açúcar.

+ Fontes

  1. Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia. (2021) Acne vulgar e menos vulgar. Disponível em: https://www.spdv.pt/op/document/?co=194&h=fd7ee
  2. WebMD. (2021). Understanding Acne Basics. Disponível em: https://www.webmd.com/skin-problems-and-treatments/acne/understanding-acne-basics
  3. Mayo Clinic. Acne. Disponível em: https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/acne/symptoms-causes/syc-20368047
  4. Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia. Doenças de pele. Disponível em: https://www.spdv.pt/_doencas_de_pele_2
  5. NHS. (2019). Acne. Disponível em: https://www.nhs.uk/conditions/acne/
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