Os pólipos possuem um formato regular e circunscrito, semelhante ao de um cogumelo, ou alguns podem ser planos em forma de tapete. Eles costumam ser benignos e surgem mais frequentemente na superfície mucosa da parede do intestino grosso (cólon), podendo surgir, contudo, em qualquer local do trato digestivo. Porém, para garantir que não evoluem para uma condição de malignidade, é importante que sejam removidos através de uma polipectomia.

Perceba melhor em que consiste esta intervenção.

O que é uma polipectomia

A polipectomia é um procedimento que permite remover, em breves minutos, os pólipos que se encontram no tubo digestivo (estômago, duodeno, esófago, reto e cólon), lesões precursoras que podem degenerar para um cancro, quando no cólon para cancro colorretal. Por vezes, esta intervenção pode ser efetuada durante uma endoscopia digestiva alta, uma enteroscopia ou uma colonoscopia.

Para fazer a polipectomia, é utilizada uma ansa metálica (um fio metálico contido numa bainha plástica isolante e que passa através do colonoscópio), com o qual se aperta o pólipo na sua zona mais estreita. Depois, ele é cortado ou apenas de forma mecânica (sem corrente) ou através do recurso a corrente elétrica, a qual também ajuda a coagular os pequenos vasos e a cicatrizar a zona. Este é um procedimento totalmente indolor.

material médico para exame

Em algumas situações, pode ainda ser aplicado um clip ou injeção de uma solução de salina na base do pedículo ou na inserção do pólipo, de modo a reduzir o risco de hemorragia.

Em determinados casos quando o aspecto de pólipo é mais irregular, pode também ser marcada a região de onde o pólipo foi removido, recorrendo-se para isso a uma injeção de pequenas quantidades de tinta da China estéril ou de carbono negro na parede do intestino (tatuagem endoscópica). 1

Nota: Os pólipos muito pequenos podem também ser removidos com pinça de biópsia e os grandes (mais de 20 mm) podem ser removidos recorrendo a outros métodos que não a polipectomia, como é o caso, da mucosectomia ou da dissecção da submucosa (procedimentos mais complexos geralmente apenas realizados em meio hospitalar).

Análise ao pólipo

Após a polipectomia, o pólipo removido deve seguir para análise, ou seja, ser examinado ao microscópio, de forma a determinar o seu tipo e, assim, ajudar a definir a data da próxima colonoscopia e de eventuais tratamentos que seja necessário fazer. 1

Preparação para a polipectomia

paciente a conversar com médico antes do exame

Antes da realização do exame, o paciente deve partilhar algumas informações acerca do seu historial clínico. Além disso, deve encontrar-se com o intestino totalmente limpo, cumprindo todas as instruções que lhe tenham sido dadas, aquando do agendamento da colonoscopia. Em qualquer colonoscopia pode ser necessário realizar polipectomia pelo que deve estar sempre preparado para essa possibilidade.

Devido ao risco de hemorragia, recomenda-se que fale com o seu médico sobre os medicamentos que toma, sendo provável que ele recomende a suspensão prévia de medicação que interfira na coagulação do sangue, como é o caso dos antiagregantes plaquetários e dos anticoagulantes.

Caso a polipectomia seja feita sob anestesia, pode ser necessário fazer previamente alguns exames, tais como análises, telerradiografia do tórax e eletrocardiograma, além de uma consulta de anestesiologia. 1

Riscos associados

O risco de complicações pode ser influenciado por aspetos como número de pólipos, formato, tamanho, localização, idade dos doentes e existência ou não de outras patologias.

Apesar de pouco frequentes, os principais riscos da polipectomia são a hemorragia, a perfuração e a síndrome pós-polipectomia. 1

Hemorragia

No caso da hemorragia, ela pode acontecer no momento do exame ou alguns dias depois e, geralmente, cessa espontaneamente. Quando isso não acontece, a hemorragia pode ser tratada com métodos endoscópicos.

Perfuração

Para tratar as perfurações será necessário geralmente internamento e terapêutica com antibióticos, podendo vir a ser necessária cirurgia.

Síndrome pós-polipectomia

Embora rara, esta síndrome pode surgir, caracterizando-se por dor abdominal, febre e sinais inflamatórios nas análises. Geralmente, o problema é tratado com terapêutica conservadora e eventual internamento para vigilância.

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+ Fontes

  1. Sociedade Portuguesa de Endoscopia Digestiva. Polipectomia. Disponível em: https://www.sped.pt/index.php/publico/exames-endoscopicos/polipectomia
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