Apesar da vacinação contra a COVID-19 estar já a decorrer, é fundamental que continue a adotar as medidas de prevenção recomendadas pelas autoridades de saúde.

Apesar de a COVID-19 fazer parte do dia a dia da população mundial há vários meses, ainda são muitas as dúvidas que existem sobre a doença.

A comunidade científica tem efetuado diversos estudos no sentido de clarificar as questões que continuam, ainda, por responder. Neste artigo damos a resposta às principais perguntas sobre a COVID-19.

Qual a diferença entre COVID-19 e SARS-CoV-2?

SARS-CoV-2 é o nome do novo vírus e significa “Severe Acute Respiratory Syndrome” (Síndrome Respiratória Aguda Grave) – Coronavírus – 2. COVID-19 é o nome dado à doença, fazendo referência ao ano em que foi descoberta (2019).

Como é que o novo coronavírus afeta o nosso corpo?

A exposição ao novo coronavírus dá-se quando a pessoa saudável contacta através da boca, olhos ou nariz com gotículas respiratórias infetadas.
Estando já o vírus no corpo, este vai-se ligar às células da mucosa da porção posterior do nariz e da garganta.

Através das proteínas que estão na sua membrana celular, o vírus vai conectar-se a uma célula humana, introduzindo nela o seu RNA.

A célula afetada reconhece que o RNA do vírus é o seu, replicando-o milhares de vezes e produzindo proteínas virais. Todos os componentes se agrupam, formando vírus completos que migram da célula inicial e infetam outras células.

Cada vírus pode criar entre 10.000 e 100.000 réplicas. Quando isto acontece, o sistema imunitário reconhece que está na presença de um agente externo e desenvolve uma resposta inflamatória para o combater.

Este é o motivo pelo qual algumas pessoas inicialmente sentem dor de garganta e congestão nasal.

Quais os sintomas mais comuns da COVID-19?

Os sintomas da COVID-19 variam de acordo com a gravidade da doença e podem ir desde a ausência de sintomas (doentes assintomáticos) até casos mais graves, como pneumonia, síndrome respiratória aguda grave, septicémia, choque séptico e até morte.

Geralmente, os sintomas da COVID-19 são:

  • Febre;
  • Tosse seca;
  • Dificuldade respiratória;
  • Fadiga;
  • Dores musculares;
  • Perda de olfato;
  • Perda de paladar.

Em alguns casos, a perda de paladar e olfato pode ir de parcial a total, sendo que estudos indicam que a duração destes sintomas poderá ir até 3 meses.

Mulher a verificar a febre num termómetro

Em que situações se considera uma suspeita de COVID-19?

São considerados casos suspeitos de COVID-19, todas as pessoas que apresentem quadro clínico sugestivo de infeção respiratória aguda com pelo menos um dos seguintes sintomas:

  • Tosse súbita e contínua ou agravamento do padrão habitual, associada a dor de cabeça e dores musculares OU
  • Febre (temperatura ≥ 38.0ºC) sem causa conhecida OU
  • Dificuldade respiratória sem causa conhecida.

E ainda:

  • Perda total do olfato (anosmia);
  • Alterações súbitas no paladar, tais como o seu enfraquecimento ou diminuição.

Estive em contacto com um caso positivo de COVID-19. E agora?

Se esteve em contacto com alguém infetado com COVID-19, a primeira coisa a fazer é manter-se em casa, em isolamento.

Depois disso, deve contactar a linha Saúde 24 (808 24 24 24) de forma a que a sua situação clínica seja avaliada e devidamente encaminhada, se for caso disso, para a realização de teste laboratorial.

Qual o procedimento que devo adotar em situação suspeita de COVID-19?

De acordo com as recomendações da Direção-Geral da Saúde e do Serviço Nacional de Saúde, em suspeita de COVID-19, deve contatar a linha SNS 24 (808 24 24 24).

Em alternativa, pode contactar as linhas telefónicas específicas para a COVID-19 da sua área de residência, nomeadamente as Unidades de Saúde Familiar (USF) ou a Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP). Deve manter-se em isolamento.

Quais os testes à COVID-19 que podem ser realizados?

Testes de diagnóstico PCR

Os testes de diagnóstico, ou testes PCR (Polimerase Chain Reaction), detetam a presença do novo coronavírus no aparelho respiratório. É introduzida uma zaragatoa (cotonete de grande dimensão) através do nariz até à nasofaringe, que recolhe a amostra.

É feita a pesquisa de material genético (ácido ribonucleico – RNA) do vírus em laboratórios hospitalares ou certificados para o efeito. Caso o resultado seja positivo, indica que no momento da realização do teste, existia uma infeção ativa.

A recolha correta e acondicionamento adequado das amostras, é fundamental para garantir a fiabilidade dos resultados.

Quem deve realizar este teste?

De acordo com a Direção-Geral da Saúde (DGS), os testes PCR devem ser realizados em todos os casos suspeitos de pessoas infetadas com COVID-19, nomeadamente:

  • Pessoas com quadro respiratório agudo (tosse persistente ou agravamento da tosse habitual);
  • Febre ≥ 38.ºC;
  • Dificuldade respiratória.

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Testes rápidos

Os testes rápidos ou testes de antigénio visam acelerar o processo de confirmação de infeção em doentes sintomáticos.

Estes testes permitem identificar a presença de proteínas específicas do vírus SARS-CoV-2. Como têm uma sensibilidade inferior aos Testes de Deteção PCR, não os substitui, servem apenas para confirmar a infeção em pessoas com sintomas, sendo que os resultados devem ser considerados como fortemente indicativos, mas não definitivos.

Quem deve e onde pode realizar este teste?

Estes testes apenas devem ser utilizados em situações específicas, nomeadamente em doentes sintomáticos nos 1 a 5 dias após o início dos primeiros sintomas.

Para fazer este exame na Unilabs pode fazer um pedido de marcação online ou, em alternativa pode contactar a Linha de Marcação 220 125 001.

Testes Serológicos

Os testes serológicos, também designados por testes de imunidade ou de anticorpos, têm como objetivo avaliar se a pessoa desenvolveu anticorpos específicos contra o novo coronavírus.

Estes testes laboratoriais avaliam a presença de anticorpos contra o SARS-CoV-2 no soro, obtido através de uma amostra sanguínea.

A produção de anticorpos (proteínas específicas ou imunoglobulinas (Ig)) é uma resposta do sistema imunitário quando está na presença de agressores, tais como: vírus, bactérias, fungos, parasitas, entre outros.

Deverá ser realizado de 5 a 10 dias após confirmação de infeção, para que o organismo desenvolva anticorpos e os seus níveis sanguíneos sejam detetados.

Assim, se o teste for positivo significa que existiu uma exposição ao vírus e ocorreu resposta imunológica, mesmo em casos de pessoas assintomáticas.

Quem deve e onde pode realizar este teste?

  • Pessoas que tiveram sintomas anteriores à entrada em Portugal do 1º caso de COVID-19 documentado;
  • Pessoas a quem não foi valorizado o quadro clínico por não existir ainda contexto epidemiológico de COVID-19;
  • Pessoas que foram contactos de doentes de COVID-19 confirmados;
  • Pessoas assintomáticas que foram ou não contacto de doentes de COVID-19 confirmados;
  • Pessoas que não puderam ter acesso aos testes RT-PCR em tempo útil e possam ser considerados eventuais hospedeiros do reservatório viral;
  • Estudos epidemiológicos (importantes para conhecer a taxa de infeções assintomáticas e ajudar a revelar a extensão da propagação do vírus).

Este teste pode ser realizado em qualquer Unidade do grupo Unilabs, sem haver necessidade de marcação prévia. Conheça as Unidades mais perto de si aqui.

COVID-19 ou Gripe (PCR)? – Diagnóstico Diferencial de Infeções Respiratórias

Perante um caso suspeito de infeção vírica, pode fazer o chamado diagnóstico diferencial de infeções respiratórias – Teste COVID-19 ou Gripe (PCR)?, que visa distinguir se se está perante uma infeção por SARS-CoV-2 ou por outros agentes víricos e bacterianos, como:

  • O influenza A/B e o vírus sincicial respiratório – RSV;
  • O adenovírus, enterovírus, parainfluenza e metapneumovírus;
  • O bocavírus, rhinovírus e coronavírus;
  • Os agentes respiratórios bacterianos como mycoplasma, chlamydophila, legionella, haemophilus, streptococcus, bordetella.

Numa época típica de casos gripais, saber distinguir cada um destes casos é fundamental. A Unilabs permite-lhe fazer este diagnóstico e só precisa de fazer a marcação online.

Mulher a desinfetar as mãos com álcool-gel

O que devo fazer em caso de teste positivo?

Se realizou o teste e este foi positivo, deve manter-se em vigilância clínica e em isolamento no domicílio até indicação em contrário.

Os doentes com infeção confirmada de COVID-19, são acompanhados pelo Delegado de Saúde que determina o confinamento obrigatório.

É ainda emitido um Certificado de Incapacidade Temporária para o Trabalho pelo médico das Unidades de Saúde locais que o acompanham.

É necessário dirigir-me ao hospital ou ficar internado em caso de COVID-19?

Caso não tenha sintomas graves e tenha condições para permanecer em casa, a COVID-19 deve ser tratada no domicílio. O internamento deverá sempre ser avaliado pela equipa de profissionais de saúde.

Não tenho sintomas. O meu teste pode dar positivo?

Sim. Se testar positivo e não tiver sintomas, é considerado um doente COVID-19 assintomático com indicação para autocuidados ao domicílio.

Assim, deve permanecer em isolamento seguindo todas as recomendações e manter-se contactável para que a equipa da Unidade de Saúde faça o seu acompanhamento/avaliação clínica.

Também o Delegado de Saúde ou outro profissional de saúde pública irá contactá-lo para efetuar o rastreio de contactos próximos.

Quando posso ter alta clínica?

A alta clínica e término do isolamento são efetuados pelo Delegado de Saúde ou pelo médico da equipa de saúde que acompanha o seu caso.

  • Doentes sintomáticos;
  • Doença ligeira ou moderada: alta após 10 dias desde o início dos sintomas, desde que não apresente febre e tenha melhoria dos sintomas durante 3 dias consecutivos;
  • Doença grave ou crítica, situações de imunodepressão grave, independentemente da gravidade da doença: alta após 20 dias desde o início dos sintomas, desde que não apresente febre e tenha melhoria dos sintomas durante 3 dias consecutivos;
  • Doentes assintomáticos: O fim do isolamento é determinado 10 dias após a realização do teste que estabeleceu o diagnóstico de COVID-19.

Se tiver COVID-19 estou imune à doença?

De acordo com a evidência científica disponível à data, ainda não é possível confirmar se as pessoas infetadas com o SARS-CoV-2 desenvolvem imunidade protetora. O organismo humano pode desenvolver anticorpos após a infeção.

Mulher a fazer teste PCR numa Unidade Unilabs

Quais são os grupos de risco para a COVID-19?

Os indivíduos considerados grupos de risco para a COVID-19 são:

  • Pessoas de idade igual ou superior a 65 anos;
  • Pessoas com patologias crónicas:
  • – Doenças cardiovasculares;
    – Pulmonares;
    – Oncológicas;
    – Diabetes.
  • Doentes com o sistema imunitário fragilizado devido a:
    – Tratamentos de quimioterapia;
    – Doenças auto-imunes (artrite reumatóide, lúpus, esclerose múltipla e ainda doenças inflamatórias do intestino);
    – Infetados com o VIH;
    – Transplantados.

Pessoas que sofrem de asma são consideradas grupo de risco?

Sim. Os asmáticos devem praticar o isolamento social e cumprir a terapêutica habitual.

Na sua habitação, devem ventilar, aspirar e desinfetar com frequência os espaços para diminuir os alergénios e poluentes.

Caso se verifique agravamento de crises, deve ser iniciada medicação SOS prescrita pelo seu médico e contacte o Serviço Nacional de Saúde através do número 808 24 24 24.

As grávidas são consideradas grupo de risco para a COVID-19?

De acordo com a Sociedade Portuguesa de Medicina Interna, as grávidas não pertencem ao grupo de risco para a COVID-19.

No entanto, as alterações imunológicas da gravidez, podem predispor a mulher para infeções respiratórias aumentando a morbilidade materna.

Desta forma, devem cumprir todas as medidas de redução de contágio e praticar o isolamento social.

Após o parto, a mulher infetada com o novo coronavírus não deve ser separada do bebé, pois o impacto desta separação parece ser mais prejudicial que o risco de infeção.

Relativamente à amamentação, não existe evidência científica de que o novo coronavírus seja transmitido pelo leite materno, sendo que os benefícios da amamentação superam qualquer risco potencial de transmissão.

As mães podem (e devem) continuar a amamentar, tomando as precauções necessárias para evitar o contágio: higienizar as mãos antes de dar de mamar e colocar máscara.

Vivo com familiares com mais de 65 anos. O que devo ter em atenção?

Quando se reside com familiares que são considerados grupo de risco para a COVID-19, as recomendações da Direção-Geral da Saúde devem ser redobradas.

Assim, deve lavar as mãos com mais frequência, usar máscara, lavar a roupa quando chega a casa, desinfetar o calçado e superfícies de uso comum.

Idoso com máscara

Sou doente oncológico. Que cuidados devo ter?

Os doentes oncológicos devem, particularmente, adotar as medidas de distanciamento social.

Dada a sua situação, possuem o sistema imunitário bastante debilitado, nomeadamente pessoas que estejam em tratamentos de quimioterapia e radioterapia.

Devem fazer a autovigilância dos sintomas da COVID-19 antes de aceder a qualquer unidade de saúde, informando de imediato os profissionais de saúde.

A ajuda de familiares e amigos é fundamental, nomeadamente nas idas ao supermercado e farmácia, pois são locais onde naturalmente estão presentes mais pessoas e a probabilidade de contágio é maior.

A Liga Portuguesa Contra o Cancro – Núcleo Regional do Norte (LPCC – NRN) disponibiliza uma linha telefónica gratuita para apoiar os doentes oncológicos durante a pandemia. Pode contactar a Linha Oncológica COVID-19, de segunda a sexta-feira entre as 9h e as 18h através do número 800 919 232.

Os doentes oncológicos devem realizar o teste de diagnóstico à COVID-19?

Sim. Os doentes oncológicos devem realizar o teste mesmo que não apresentem sintomas:

  • Antes de iniciar tratamento de quimioterapia;
  • Durante o tratamento de quimioterapia, antes de cada administração, mas nunca com uma periodicidade inferior a uma semana;
  • Antes de iniciar radioterapia;
  • Durante o tratamento com radioterapia, uma vez por semana;
  • Antes da admissão para tratamento cirúrgico.

Fumar aumenta o risco de contrair COVID-19?

Sabe-se que o ato de fumar contribui para a diminuição da imunidade e um consequente aumento do risco de infeções pulmonares bacterianas e virais, gripe sazonal e tuberculose.

Assim, apesar de ainda não existirem estudos conclusivos, é expectável que se verifique um risco aumentado em fumadores.

Posso contrair COVID-19 a fumar cigarros de aquecimento ou eletrónicos?

Durante o ato de fumar, as mãos podem não estar corretamente higienizadas e transmitir o vírus para os cigarros ou os bocais. Ao entrarem em contacto com a boca, o risco de transmissão do vírus poderá estar facilitado.

Como posso prevenir o contágio pela COVID-19?

  • Mantenha o distanciamento social sempre que possível;
  • Utilize Equipamentos de Proteção Individual (EPI);
  • Reforce as medidas de higiene pessoal (como a lavagem de mãos e o uso de etiqueta respiratória);
  • Mantenha a ventilação regular na sua habitação, abrindo janelas e/ou portas para manter o ambiente limpo e seco. Caso tenha ar condicionado ou outro sistema de ventilação, deverá assegurar que este funciona corretamente e reforçar a sua limpeza e manutenção.Também a limpeza e higiene domésticas devem ser reforçadas;
  • Vigie sinais e sintomas (febre, tosse persistente, dificuldade respiratória).

A COVID-19 pode ser transmitida por alimentos?

Apesar de não existir evidência científica que comprove a transmissão do vírus em alimentos, deve ser assumido o princípio da precaução. De acordo com a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) deve haver um reforço nas regras de higiene e segurança alimentar desde a manipulação, preparação e confeção dos alimentos.

Deve por isso lavar frequentemente as mãos, com a devida secagem e desinfetar as bancas e mesas de confeção. Deve lavar devidamente os alimentos e evitar a contaminação entre comida crua e cozinhada, tendo em consideração a necessidade de confeção dos diferentes alimentos a temperaturas adequadas.

Frascos de vidro com a vacina COVID-19

Vacina para a COVID-19

Quais as vacinas COVID-19 que estão disponíveis?

As vacinas atualmente disponíveis são das farmacêuticas BioNTech/Pfizer, Moderna, AstraZeneca.

As vacinas COVID-19 são seguras? Como foram fabricadas em tempo recorde?

A rapidez do processo relativo ao desenvolvimento da vacina COVID-19, deve-se ao carácter de urgência da mesma.

Desde o início da pandemia que todos os esforços foram concentrados na descoberta da vacina. É também importante sublinhar que os ensaios foram realizados sob critérios rigorosos.

A rapidez da sua distribuição mundial, deve-se ao fato das empresas responsáveis pela sua produção terem fabricado doses em elevado número mesmo antes da autorização de exportação.

Como será realizada a toma da vacina COVID-19?

A toma da vacina da COVID-19 será feita em duas doses.

A vacina COVID-19 é obrigatória?

Não. A vacina COVID-19 é facultativa. No entanto, é necessário salientar que a toma da vacina remete para a promoção da saúde, um facto que não deve ser desvalorizado.

Já estive infetado/a com a COVID-19. É necessária a toma da vacina?

Esta é uma das questões que permanecem sem resposta. Sabe-se que os ensaios clínicos englobaram pessoas que já tinham sido infetadas pela COVID-19.
No entanto, espera-se uma resposta definitiva por parte da Agência Europeia do Medicamento (EMA).

Após a toma da vacina terei de continuar a ter os mesmos cuidados e a cumprir as restrições?

Sim. Todas as medidas que sejam implementadas em Portugal são válidas para quem já está recuperado ou recebeu a vacina COVID-19.
Não se sabe até ao momento por quanto tempo a pessoa ficará imune à doença e, por isso, é fundamental cumprir as recomendações e restrições aplicadas.

Como irá decorrer a vacinação da COVID-19 em Portugal?

1ª Fase

  • Residentes em lares e internados em unidades de cuidados continuados e respetivos profissionais. Total: 250 mil pessoas;
  • Pessoas com 50 ou mais anos com uma das seguintes patologias: insuficiência cardíaca, doença coronária, insuficiência renal e DPOC ou doença respiratória crónica sob suporte ventilatório, e/ou oxigenoterapia de longa duração. Total: 400 mil pessoas;
  • Profissionais de saúde diretamente envolvidos na prestação de cuidados e forças de segurança, forças armadas e serviços críticos. Total: 300 mil pessoas.

2ª Fase

  • Pessoas com 65 anos ou mais com ou sem patologias associadas (caso não tenham recebido previamente a vacina). Total: 1.8 milhões de pessoas;
  • Pessoas entre os 50 e os 64 anos de idade com pelo menos uma das seguintes patologias: diabetes, neoplasia maligna ativa, insuficiência hepática, insuficiência renal, obesidade, hipertensão arterial e outras patologias a definir (se necessário). Total: 900 mil pessoas.

3ª Fase

Restante população, consoante o ritmo de distribuição e entrega da vacina. Se necessário, serão definidos um terceiro e quarto grupos prioritários.

Vou ser contactado/a para tomar a vacina COVID-19?

Sim. Toda a vacinação será prioritariamente marcada pela unidade de saúde ou por solicitação dos utentes.

A convocatória dos grupos prioritários para vacinação será realizada pelos locais de vacinação.

Locais de vacinação

  • Pontos de vacinação dos Centros de Saúde (por marcação), com possibilidade de expansão para outros locais;
  • Lares, Unidades de Cuidados Continuados e estruturas similares (deslocação das equipas das unidades de saúde locais ou enfermeiros de lares e instituições similares);
  • Serviços de Saúde Ocupacional das entidades de serviços críticos.

Conclusão

Embora a vacinação contra a COVID-19 represente um passo rumo ao controlo da doença, é fundamental manter todos os cuidados que já fazem parte da rotina diária.

Lavar as mãos, utilizar máscara e praticar o distanciamento social é fundamental. Em caso de suspeita, não deve sair de casa e contatar de imediato a linha SNS 24. E não se esqueça: ao cuidar de si está também a cuidar de todos.

+ Fontes

  1. Direção-Geral da Saúde 2020. COVID-19: Perguntas e respostas. Acedido a 30 de Dezembro de 2020. Disponivel em: https://covid19.min-saude.pt/category/perguntas-frequentes/
  2. Serviço Nacional de Saúde (2020). Temas da Saúde: grupos de risco. Acedido a 30 de Dezembro de 2020. Disponível em: https://www.sns24.gov.pt/tema/doencas-infecciosas/covid-19/grupos-de-risco/#sec-0
  3. Cyranoski, D. (2020) Profile of a Killer Virus. Nature. 501:22-6. Disponível em: https://media.nature.com/original/magazine-assets/d41586-020-01315-7/d41586-020-01315-7.pdf
  4. Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (2020). Risco de infeção pela COVID-19 em grávidas. Acedido em 30 de Dezembro 2020. Disponível em: https://www.spmi.pt/risco-de-infeccao-pelo-covid-19-em-gravidas/
  5. Direção-Geral da Saúde (2020). Plano de Vacinação COVID-19. Disponível em:  https://covid19estamoson.gov.pt/wp-content/uploads/2020/12/plano-vacinacao-covid19.pdf
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