Em tempo de pandemia, é necessário celebrar datas comemorativas em segurança, seja no seio da família, seja entre amigos.

Em plena pandemia de COVID-19, uma nova normalidade tenta ganhar terreno com ajustes diários à rotina. E, apesar de toda a nova realidade, continuam a haver bebés a nascer; noivos a casar; pessoas a celebrar o seu aniversário.

Tradicionalmente, estes momentos são vividos em família e com amigos, de modo a comemorar em grande estas datas simbólicas que se revestem de uma importância especial para cada um de nós. Porém, a nova realidade em que nos encontramos obriga a que, mesmo nestes momentos, sigamos algumas regras para celebrar datas comemorativas em segurança.

Para isso, é imprescindível adotar medidas preventivas que evitem a transmissão da COVID-19 nestes eventos. Além disso, é essencial seguir todas as recomendações que a Direção-Geral da Saúde vai partilhando e atualizando.

Quais são as recomendações das entidades oficiais de saúde?

Entidades oficiais de saúde como a Organização Mundial da Saúde ou a Direção-Geral da Saúde têm apelado ao bom senso em todo o tipo de eventos, nomeadamente nos comemorativos, como batizados e casamentos, por exemplo.

Organização Mundial da Saúde

A pensar nisso, a Organização Mundial da Saúde elaborou um documento com as recomendações chave que devem servir de guia no que respeita à organização de um evento que envolva a reunião de algumas pessoas1 .

Apesar de, nestas reuniões, os riscos de contágio pela COVID-19 serem maiores, a Organização Mundial de Saúde reconhece a importância de, com segurança, manter a realização destes eventos comemorativos, na medida em que eles não só beneficiam a economia dos países, como são importantes para a saúde mental e para o bem-estar das pessoas.

A Organização Mundial de Saúde aconselha a que cada país defina as suas regras nesta matéria, tendo em conta a situação epidemiológica que se vive em cada região. Além disso, o planeamento do evento deve refletir algumas considerações, tais como: contexto epidemiológico em que o evento tem lugar; fatores de risco associados; capacidade para aplicar medidas de controlo e de prevenção1 .

Direção-Geral da Saúde

Seguindo as sugestões deixadas pela Organização Mundial da Saúde, a Direção-Geral da Saúde contemplou nas suas orientações e no seu guia de recomendações por tema e setor de atividade o tópico – “Outros setores de atividade”, onde inclui os “Eventos de natureza familiar” (casamentos, batizados)”2 .

Neste item, a Direção-Geral da Saúde aponta as orientações que as empresas de realização de eventos devem seguir, assim como os participantes destas festas e celebrações.

Os espaços aptos a acolher eventos devem ter um plano de contingência e, além das boas práticas já conhecidas, como o uso de máscara e o cumprimento do distanciamento físico e da etiqueta respiratória, devem existir cuidados especiais de desinfeção dos espaços. Tudo deve estar contemplado no plano de contingência, assim como os passos a seguir, no caso de surgir um caso suspeito de COVID-19.

Já no que respeita aos convidados da festa, o uso de máscara e a manutenção do distanciamento físico são essenciais, principalmente se as pessoas não pertencerem ao mesmo agregado familiar.

Em declarações públicas, a Direção-Geral da Saúde já sublinhou que os eventos festivos devem seguir as mesmas normas impostas aos serviços mortuários, ou seja, não promover a concentração de mais de 20 pessoas, a menos que as demais façam parte da mesma família.

“Amigo infeta amigo. Sê amigo, não vás.”

No mês dos Santos Populares, a Direção-Geral da Saúde divulgou estas frases que tinham como objetivo alertar para os perigos não só dos tradicionais ajuntamentos na rua, como também para o risco de celebrar em casa os santos populares com um número muito alargado de pessoas3 .

Este aviso continua válido e é aplicável a todo o género de encontros, seja uma festa de aniversário, seja um jantar de amigos. Neste momento, apenas são recomendáveis micro-reuniões, ou seja, convívios com um número reduzido de pessoas e onde seja evitada a proximidade e o contacto físicos.

8 dicas para celebrar datas comemorativas em segurança

Além daquilo que são as normas e orientações determinadas pela Direção-Geral da Saúde e a que todos devem obedecer, há dicas que se podem seguir e que ajudam a comemorar uma data especial de forma segura, mas igualmente divertida. Tome nota de algumas dessas sugestões.

1. Torne a máscara divertida

Uma vez que a máscara se tornou parte do nosso outfit, por que não presentear os convidados da sua festa com máscaras criativas e diferentes? Assim, será mais fácil aceitarem o facto de terem de a usar num momento de celebração e descontração. Pode também reforçar no convite que o dress code inclui máscara.

Amigos com máscaras a cumprimentarem-se

2. Quantidade não é sinónimo de qualidade

Limitar os convívios a 20 pessoas pode obrigá-lo a deixar algumas pessoas fora da lista, mas também pode permitir que seja mais criterioso e seletivo em quem convida. Neste momento, não há espaço para aqueles convites de circunstância que só fazia porque tinha de ser. Chegou a altura de convidar para a sua festa só quem realmente importa!

3. Existem sempre as videochamadas

Algo que o confinamento nos ensinou é que, apesar de nada substituir a presença física, as videochamadas ajudam muito a diminuir as saudades e a manter o contacto.

Portanto, se tem uma família muito grande ou muitos amigos, inclua todos na festa, recorrendo às videochamadas. Será uma forma de garantir que eles “participam” num momento que é especial para si.

Os mais novos podem ainda fazer jogos online, através dos quais podem comunicar com os amigos e divertirem-se, enquanto jogam em equipa.

4. Comemore a duplicar

Claro que na hora de celebrar uma data especial é difícil escolher com quem celebrar. Família ou amigos? Pais ou sogros?

Uma maneira de evitar fazer estas escolhas é, precisamente, celebrar duas vezes. Almoce com um grupo de pessoas e jante com outro, por exemplo. Esta é uma forma simples de não excluir ninguém e evitar na mesma os ajuntamentos.

5. Aproveite os espaços ao ar livre

Enquanto o clima o permitir, aproveite os espaços a céu aberto. Comemore a data especial no espaço exterior da sua casa ou, se não tiver, vá até a um jardim ou parque. Assim, não só todos poderão usufruir melhor do verão e do calor, como é mais fácil evitar contágios e respeitar o distanciamento físico.

Amigos a almoçar ao ar livre

6. Seja um agente de saúde pública

A Direção-Geral da Saúde tem apelado para que todos sejam agentes de saúde pública no dia a dia. No momento de organizar uma festa, deve assumir mesmo esse papel, sensibilizando todos os convidados para medidas de prevenção do contágio, como usar máscara; cumprir o distanciamento físico; respeitar a etiqueta respiratória; higienizar as mãos com frequência; e evitar tocar na cara e partilhar objetos pessoais4 .

Além disso, na véspera do evento, deve contactar cada convidado e confirmar se algum deles tem sintomas compatíveis com COVID-19, como febre (temperatura ≥ 38.0ºC), tosse ou dificuldade respiratória (por exemplo, falta de ar). Perante algum sintoma suspeito, deve incentivar a pessoa a isolar-se e a contactar a linha de Saúde 24 (808 24 24 24)5 .

Também deve saber como agir, no caso de uma situação suspeita de COVID-19 se manifestar no decorrer da sua própria festa. Numa circunstância dessas, deve garantir o isolamento imediato da pessoa (numa divisão da casa, por exemplo) e contactar, mais uma vez, a linha de Saúde 24 (808 24 24 24).

7. Em casa, crie uma área para receber os convidados

Alterar pequenos hábitos pode fazer toda a diferença no momento que atravessamos. Por exemplo, ao distribuir os pratos pela mesa para um jantar em família, procure deixar mais espaço entre as cadeiras. Se possível, expanda a mesa para que possam comer com maior distanciamento.

À entrada de casa, crie uma “zona suja”, onde as pessoas possam deixar os objetos que trazem da rua, como a carteira, os casacos e, até, os sapatos. Assim, evita que a sua casa possa ficar contaminada, caso algum convidado transporte o vírus consigo.

Coloque um dispensador de álcool gel acessível para quem o visita, de modo a que as pessoas possam desinfetar as suas mãos com frequência, de preferência quando chegam do exterior.

8. Tenha especial atenção com os grupos de risco

Se tem na lista de convidados da sua festa pessoas que pertencem aos chamados grupos de risco, deve ter cuidados especiais e equacionar se é realmente seguro tê-las no seu convívio. Caso essas pessoas estejam presentes, elas devem ficar mais isoladas do grupo e usar máscara. Algumas das pessoas com quem deve ter precauções especiais são os indivíduos com mais de 65 anos e os doentes crónicos e imunodeprimidos6 .

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Saiba Mais

+ Fontes

  1. World Health Organization. Key planning recommendations for mass gatherings in the context of COVID-19. Disponível em: https://www.who.int/publications-detail-redirect/10665-332235
  2. Direção-Geral da Saúde. Guia de recomendações por tema e setor de atividade. Disponível em: https://www.dgs.pt/documentos-e-publicacoes/guia-de-recomendacoes-por-tema-e-setor-de-atividade-pdf.aspx
  3. Direção-Geral da Saúde. “Amigo infeta amigo. Sê amigo, não vás.”. Disponível em: https://www.facebook.com/direcaogeralsaude/posts/3140406789315254
  4. Direção-Geral da Saúde. Perguntas Frequentes. Disponível em: https://covid19.min-saude.pt/perguntas-frequentes/
  5. Serviço Nacional de Saúde. Doenças infeciosas. Disponível em: https://www.sns24.gov.pt/tema/doencas-infecciosas/covid-19/#sec-4
  6. Serviço Nacional de Saúde. COVID-19. Grupos de risco.Disponível em: https://www.sns24.gov.pt/tema/doencas-infecciosas/covid-19/grupos-de-risco/#sec-0
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